Andei reparando ultimamente que tudo se resume a um registro. Seja ele por foto, por vídeo, por um check-in em tal restaurante ou balada em que esteja. Tem que haver algo que confirme publicamente que você está ali. Melhor, para provar a sua existência e auto suficiência. A cada dia é desenvolvido milhões e milhões de aplicativos para esses recursos que vão sendo instalados de celular a celular, até virarem um fenômeno.
Não adianta falar em "Termos de Uso", aquele texto enorme e sem efeito que tem em todo início de instalação de qualquer aplicativo ou programa. Nesse "Termo de Uso" há as regras que devem ser seguidas, e nunca (talvez deveriam mudar esse nunca para "sempre") serem burladas. Sem efeito. Todos instalam, todos querem ver logo como é o funcionamento do tal aplicativo/programa e caso ele seja bom, essa pessoa vai recomendar para mais ou menos cinco pessoas. Se ele fosse ruim? O que você me diria? Trinta? Você pode ir mais além... Sim, cinquenta ou mais! Essa é uma das teorias mais perspicazes da Administração e Negócios: quando um produto é bom (não importa o tipo), o usuário vai repassá-lo mais ou menos para cinco pessoas. Caso contrário, aquilo irá se alarmar como uma bomba!
Whatsapp: era esse aplicativo em que queria chegar. Não gosto muito de rodeios. E até porque se um post for grande, ele se torna cansativo, chato; logo, ele será repassado para três ou cinco pessoas, caso eu dê sorte. Bom, o Whatsapp é um aplicativozinho que serve como bate-papo, assim como o Facechat. Porém, o seu desempenho em celulares é muito melhor, e os usuários preferem usá-lo por motivos de... talvez desempenho, mas não é bem aí onde quero chegar. Nós simplesmente usamos porque tudo ali está seguramente em um móvel pessoal. Nada vai sair dali, a não ser que você queira.
O Whatsapp ganhou uma nova "cultura", digamos assim. Virou moda se compartilhar vários vídeos baixados da internet para o seu celular. Vídeos de tudo o que é tipo. Vai de non-sense à pornografia.
Você tem toda liberdade de gravar suas sextapes, porém, deve pensar muito bem com quem vai compartilhar aquilo para que aquilo não saia do seu controle. Foi o que aconteceu com essa moça linda que é a Júlia.
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| Vítima da traição de supostos amigos no Whatsapp |
Aposto que muita gente sem noção culpou a garota por ter compartilhado algo íntimo. Isso é desejo pessoal, atire a primeira pedra quem não tiver um. A única coisa em que ela falhou foi em ter compartilhado uma coisa tão dela com uma pessoa que ela supostamente confiava.
Não só a Júlia, mas muitos outros jovens e adolescentes anunciaram ou gravaram sua morte e publicaram na internet. E com a criação dessa cultura supérflua do Whatsapputaria, isso se intensificou! Como deve estar a pessoa que começou essa bola de neve? E os que ajudaram? Uns com aquela ressaca moral, outros nem tanto, aposto.
As redes sociais são viciantes, e todos sabem disso. Essas nos fazem entrar numa onda que antes não conhecíamos, mas que depois de conhecer, fazemos sem perceber, por simples osmose. Não é mais uma necessidade, e sim, uma condição, mesmo que inconscientemente. Sábios são aqueles que não se vinculam com nenhum tipo dessas redes mortíferas, ou diria, Sobreviventes num mundo de conexões wireless.
Vou ser breve, não demoro mais nada. Quero que leiam, não se cansem. Mas minhas palavras não irão para sempre, Júlia. Estarei gritando sempre para que acordem para uma Sociedade, não uma multidão desordenada os quais se sentem melhor em dizer "Sério que você fez isso?" "Esse ato é feio!". Eles também fazem.
Estamos no Século XXI, e ainda conversamos sobre SEXO aos sussurros, como se aquilo fosse sobrenatural. Que se você abordar o assunto em voz alta, irão te amarrar numa estaca e irão te queimar vivo.
Para terminar deixo vocês com um post bem irônico feito em imagens resumindo a vida que nós levamos na Internet, clica aqui e veja.
...e você: quem é você? Um personagem cibernético? ou apenas um maria vai com as outras?
